Nigéria: O gigante continua adormecido

Caos, violência e uma abstenção recorde marcaram as eleições gerais no país mais populoso de África e o que tem mais pobreza extrema em todo o mundo, apesar da riqueza petrolífera. O presidente, Muhammad Buhari, ganhou um segundo mandato para governar uma nação ferida por múltiplos conflitos étnicos e religiosos, corrupção crónica e exclusão de milhões de jovens. (Ler mais | Read more...)

“Se olharmos para o padrão de voto, os estados de maioria cristã no sul e no leste [com apenas 20% de afluência às urnas] rejeitaram Buhari e preferiram Atiku” – que é do norte, muçulmano e da etnia fulani, tal como Buhari”, diz o analista nigeriano Jideofor Adibe
© UNDP Nigeria

A primeira esperança de Jideofor Adibe quando Muhammad Buhari tomar posse como presidente da Nigéria, em 29 de Maio, é que não perca tempo a formar governo. No início do primeiro mandato, em 2015, demorou seis meses, com isso ganhando o epíteto de Baba-Go-Slow (“Pai Anda Devagar”).

“Se voltar a desperdiçar seis meses, o país entra novamente em recessão”, avisa, numa entrevista telefónica, o nigeriano Adibe, cientista político, académico, editor e um dos observadores das eleições gerais de Março.

“Estamos todos à espera de ver se, para o próximo governo, Buhari convidará tecnocratas competentes, e não apenas pessoas da sua confiança. Ele tem de empreender mudanças urgentes ou a sua tarefa será bem mais difícil.”

Para já, Buhari enfrenta uma batalha legal, pois a sua vitória, por quatro milhões de votos (dados oficiais), foi rejeitada pelo principal adversário, Atiku Abubakar, que garante ter recebido “quase dois milhões”.

É, apesar de tudo, um “sinal positivo”, anota Adibe, que o derrotado “tenha recorrido aos tribunais, e não à violência, para contestar os resultados”.

“A prioridade terá de ser a formação de um governo inclusivo, que não seja suspeito de favorecer os muçulmanos do norte”, onde a participação excedeu os 50%, sublinha Adibe, professor associado de Ciência Política na Nasarawa State University, em Keffi (Nigéria), fundador e director da prestigiada revista académica African Renaissance.

“Se olharmos para o padrão de voto, os estados de maioria cristã no sul e no leste [com apenas 20% de afluência às urnas] rejeitaram Buhari e preferiram Atiku” – que é do norte, muçulmano e da etnia fulani, tal como Buhari.

“Fosse quem fosse o vencedor, a sua missão seria sempre muito complicada”, admite Adibe. Num país rico e dependente do petróleo (é o maior produtor de África), mas que ultrapassou a Índia em pobreza extrema (87 milhões), “a corrupção endémica é um dos [nossos] maiores infortúnios, mas não bastará ao presidente continuar a fazer promessas de a combater.

“É imprescindível criar postos de trabalho, não apenas na agricultura, e abrir perspectivas de futuro aos jovens”, os mais afectados pelo desemprego (23,1%), sublinha Adibe.

“Sentindo-se excluídos, os jovens são facilmente atraídos para o banditismo ou recrutados por movimentos secessionistas e extremistas. A maior parte dos conflitos que assolam a Nigéria deve-se ao facto de o governo não ser inclusivo e haver um grande desespero económico. O presidente tem de mudar isto, em vez de estar sempre a culpar governantes anteriores.”

A luta implacável contra o Boko Haram, o grupo que, em 2014, raptou 276 meninas de uma escola em Chibok foi uma das promessas cumpridas por Muhammad Buhari
© CNN

A eleição do chefe de Estado, de 109 senadores e 360 deputados da Assembleia Nacional, no dia 23 de Fevereiro, “foi muito importante por várias razões – e uma delas por ter sido a primeira vez que votaram nigerianos nascidos após o fim do poder militar há 20 anos”, enaltece Idayat Hassan, directora em Abuja, a capital, do Center for Democracy and Development (CDD), que promove a democracia e o desenvolvimento na África Ocidental.

Embora só 35 milhões tivessem ido às urnas – a mais baixa taxa de participação desde que o país regressou a um governo civil em 1999, a advogada que coordenou o Movimento contra a Corrupção na Nigéria salienta a grandeza do escrutínio que faz do seu país um barómetro em África. “Foram as maiores eleições no continente, com mais de 84 milhões de eleitores inscritos”, destacou, em entrevista, por email

Para Idayat Hassan, “é significativo” que o “Gigante de África” esteja a viver “um dos mais longos períodos ininterruptos de democracia na sua história.” Quanto à abstenção recorde, justifica-a, em parte, com “o medo da violência e o medo de que os votos não contem”.

Foi também isso que constatou Jideofor Adibe, observador do Center for Development Research: “Muita gente ficou em casa porque, em 2015, houve imensas fraudes e centenas de mortos. Uma robusta presença policial e militar [sobretudo no sul] terá afastado eleitores.”

“Outros, desapontados com os resultados de há quatro anos, terão achado que qualquer voto seria em vão. E nem toda a gente estava disposta a esperar em longas filas.”

“Esta foi a 20ª tentativa de realizar eleições democráticas”, exulta Adibe. “Em alguns lugares, testemunhámos caos, confrontos e irregularidades. Mas, na maior parte do país, a votação até correu bem.”

É um veredicto que não parece aplicar-se à eleição de 29 dos 36 governadores – figuras poderosas que controlam orçamentos maiores do que os de alguns países africanos.

Em Lagos, por exemplo, com 17,5 milhões de habitantes, a população conjunta de Cabo Verde, Gabão, Gâmbia, Libéria e Serra Leoa, o PNB é maior do que o Quénia. No escrutínio de 9 de Março, a maioria dos observadores denunciou gravíssimas irregularidades.

O Congresso dos Progressistas (APC), de Buhari, ganhou em 13 estados. O Partido Popular Democrático (PDP), de Atiku, conquistou nove, sobretudo nas regiões petrolíferas do Delta do Níger, no sul e sudeste.

Nos restantes estados, em cinco dos quais o PDP estaria em vantagem, a comissão eleitoral declarou os resultados inconclusivos.

Atiku Abubakar, o líder do Partido Democrático Popular, não aceitou a derrota nas eleições presidenciais e recorreu aos tribunais
© Sunday Alamba | AP | VOX

A apatia dos eleitores poderá ser explicada pela personalidade do vencedor e do vencido. Numa nação onde cerca de 62% dos mais de 190 milhões de habitantes tem menos de 25 anos, Buhari tem 76 e Atiku 72.

O presidente reeleito é visto como incorruptível, mas alguns dos que o rodeiam têm a reputação manchada. Também o rival, que de um contentor portuário construiu um império nos setores do petróleo e distribuição, é suspeito de enriquecimento ilícito.

“É mais o que une Buhari e Atiku do que o que os distingue”, escreveu, no site do Council on Foreign Relations, John Campbell, antigo diplomata norte-americano em Abuja e co-autor do livro Nigeria: What the World Needs to Know.

“São da mesma geração, nascidos antes da independência e ambos procuram representar um país onde a média de idades é de 18 anos. Nenhum deles oferece ideias novas.”

O país já mudou as leis que impediam o acesso dos mais jovens à política, graças a uma dinâmica iniciativa nas redes sociais designada por #NotTooYoungToRun. Ainda assim, dos 23 mil candidatos às eleições de 23 de Fevereiro, só dez tinham menos de 40 anos.

Os maiores apoiantes de Buhari são os pobres do norte. Este general na reserva que, nos anos 1980, fez parte de um regime militar assume-se agora um “democrata renascido”.

Em 2015, beneficiou de uma vaga de deserções no PDP e andou pelo país com o símbolo do APC na mão – uma vassoura – prometendo “limpar” o país dos flagelos da corrupção e dos insurrectos islamistas do Boko Haram, entretanto transformado num “franchisado” do autoproclamado “estado islâmico” (Daesh).

Foi o primeiro candidato da oposição a derrotar um presidente incumbente, Goodluck Jonathan, cristão da etnia Ijaw.

Já foram mudadas as leis que impediam o acesso dos mais jovens à política, graças a uma dinâmica iniciativa nas redes sociais designada por #NotTooYoungToRun
© votenotfight.org

A luta implacável contra o grupo que, em 2014, raptou 276 meninas de uma escola em Chibok foi uma das promessas cumpridas por Buhari.

“O Boko Haram não foi erradicado, como assegura o presidente, mas está bastante enfraquecido”, graças a uma intervenção militar no nordeste, reconhece Jideofor Adibe.

Embora também tenha investido na agricultura e em infra-estruturas, Buhari foi, porém, incapaz de revitalizar a “maior economia de África”, e a sociedade permanece “muito desigual, com o fosso entre ricos e pobres a impedir o país de desenvolver o seu verdadeiro potencial”, avalia Idayat Hassan. “Isto é tão grave que alguns nigerianos se questionam sobre se a democracia é a solução”.

Os apoiantes de Buhari, pai de dez filhos para quem “o lugar da mulher é na cozinha”, deram-lhe o benefício da dúvida, indiferentes às críticas de que passou grande parte do primeiro mandato ausente, em tratamento numa clínica de Londres, e de que quem tem governado o país é o vice-presidente, Yemi Osimbajo.

Para Idayat Hassan, o maior desafio do presidente reeleito, num país com cerca de 250 grupos étnicos, será enfrentar a “situação de insegurança em cinco de seis zonas geopolíticas da Nigéria” – no nordeste, no centro e no sul.

Nigerianos deslocados internos depois de ataques islamistas às suas localidades fazem fila para se recensearem antes do voto, em Yola
© Sunday Alamba | AP

O conflito no nordeste, região que inclui seis estados – Adamawa, Bauchi, Borno, Gombe, Taraba e Yobe – é, provavelmente, o mais grave da última década. No reduto do Boko Haram, sete anos de ataques e confrontos com tropas federais causaram cerca de 20 mil mortes e 2,6 milhões de deslocados internos.

No centro-norte, onde se situam os estados de Benue, Kogi, Kwara, Nasarawa, Níger e Plateau, intensifica-se outro conflito, “complexo e multifacetado”.

Trata-se de “uma competição por terra e recursos, com ataques e contra-ataques de represália”, entre pastores muçulmanos da minoria fulani e agricultores cristãos, explicam Abul Azad, Emily Crawford e Heidi Kaila, autores do relatório Conflict and Violence in Nigeria.

À medida que aumenta a população da região, áreas que antes serviam para apascentar animais são agora usadas para cultivo. Por outro lado, alterações climáticas e a pressão do Boko Haram têm reduzido os terrenos de pasto, forçando os criadores de gado a seguir para sul.

E, no sul, que inclui os estados de Akwa Ibom, Bayelsa, Cross River, Delta, Edo e Rivers, onde a Nigéria explora o petróleo, as desigualdades entre populações locais e funcionários das petrolíferas, mas também e a degradação ambiental causada por derrames de crude, alimentam igualmente fortes tensões étnicas e políticas.

No sudeste, o maior elemento de instabilidade é o legado não resolvido da guerra do Biafra (1967-1970) de que resultou um milhão de mortos.

Ressentido com a falta de oportunidades, o povo igbo, predominantemente cristão, retomou em 2015 os apelos à autonomia, através de um novo movimento separatista: Povos Indígenas do Biafra/IPOB. Para o governo, eles são “terroristas” e as suas manifestações têm sido duramente reprimidas.

No Delta do Níger, militantes do Movimento para a Emancipação, ao qual fora prometida uma amnistia geral em 2009, voltaram a pegar em armas em 2016. Os seus ataques a importantes oleodutos têm causado avultados prejuízos económicos.

“Em países em desenvolvimento, onde o processo de formação do Estado-nação ainda está em curso, as divisões religiosas e étnicas tendem a ser muito profundas e exacerbadas em tempo de eleições”, salienta Jideofor Adibe.

O analista nigeriano concorda com a análise da BBC de que as eleições de Fevereiro-Março “nunca prometeram a possibilidade de uma nova era”. Para ser honesto, conclui ele, “muitos de nós ficámos desiludidos. Há pouca coisa para celebrar. Em muitas regiões, o resultado não reflecte a vontade popular. Mas a verdade é que tudo isto faz parte de um processo democrático.”

A maior população cristã de África

Uma mulher comunga durante a Missa de Ano Novo na Igreja Católica do Santo Rosário, em Abuja, Nigéria, 1 Janeiro de 2014
© Afolabi Sotunde | Reuters | America Magazine

Numa “competição pelas almas” na Nigéria, um país com tantos cristãos como muçulmanos, são as igrejas pentecostalistas nacionais – e não o Islão – que mais atraem fiéis católicos.

Com cerca de 80 milhões de cristãos – 20 milhões dos quais católicos –, a Nigéria é o país com a maior população cristã de África. O continente tem, actualmente, cerca de 158 milhões de católicos e, até 2025, terá 230 milhões, ou 1/6 dos católicos de todo o mundo, segundo estimativas do Vaticano.

Foram os portugueses que, no século XV, levaram o Catolicismo para o território da actual Nigéria. “Este esforço missionário praticamente desapareceu no século XVII, e só renasceria em 1865, em Lagos, com a Sociedade das Missões Africanas de Lyon”, informa o Religious Literacy Project, da Universidade de Harvard (EUA).

Em 1920, já havia diversas missões na região do povo igbo, possivelmente mais do que as da Sociedade Missionária da Igreja Anglicana. Em 1950, foi criada a primeira arquidiocese de Kaduna, Lagos e Onitsha. O maior seminário católico do mundo situa-se em Enugu, no sudeste.

As escolas católicas ganharam popularidade porque, ao contrário das protestantes, que davam aulas nas línguas locais, ensinavam em inglês – “uma forma de os igbo progredirem numa sociedade colonial”, refere o projecto de Harvard. Cuidados médicos também facilitaram as conversões.

Em 1967, a Igreja Católica envolveu-se profundamente na guerra civil no Biafra, que começou com uma série de ataques contra comunidades igbo no norte e uma tentativa de golpe secessionista, acabando em 1970 com a vitória das tropas federais e um milhão de mortos.

Cerimónia religiosa de uma igreja pentecostal na Nigéria – a música e a dança conferem um sentimento de pertença
© America Magazine

Hoje, apesar de o Catolicismo continuar a crescer num país onde há quase tantos cristãos como muçulmanos – muitos sacerdotes nigerianos são enviados para paróquias noutros continentes em crise de vocações –, o maior desafio que se coloca à Igreja não é o Islão, mas os numerosos movimentos pentecostalistas, salienta a revista jesuíta America.

Numa “feroz competição pelas almas” estão numerosas “Igrejas Africanas, criadas em África por africanos”: Christ Apostolic Church, Redeemed Christian Church of God, Living Faith Church Worldwide, Christ Embassy, Deeper Christian Life Ministry, Mountain of Fire and Miracles, Lord’s Chosen Charismatic Revival Movement, The Synagogue, Church of All Nations, Celestial Church of Christ ou Dominion City.

O que leva os católicos nigerianos a explorar estas igrejas pentecostalistas? Por um lado, “percepções erradas” que os fiéis nem sempre conseguem contrariar, como as de que a Igreja “pratica a idolatria, venerando Maria e outros ídolos, e não acredita no Espírito Santo”, escreve Linus Unah na revista jesuíta.

Por outro lado,  “há aspectos do Pentecostalismo”, caracterizado por uma “leitura literal das escrituras”, que jovens católicos consideram “mais apelativos do que a fé em que foram criados”: a música e a dança, que conferem um sentimento de pertença, ou a crença de que a Bíblia é a palavra infalível de Deus.

Uma estudante universitária entrevistada por Linus Unah explica uma das razões por que mudou de campo: “A Igreja [Católica] é muito grande e todos parecem demasiado ocupados. Na Dominion City, se eu não aparecer para o serviço religioso, de certeza que alguém me telefonará ou enviará uma mensagem escrita para saber se estou bem.”

Para ir ao encontro dos jovens, a Igreja Católica nigeriana adoptou rituais como “milagres, curas e interpretação de línguas”
© The Star

Estas “unidades eclesiásticas”, pequenas e inclusivas, integram “oito a 40 paroquianos que [na ausência de sacerdotes] se reúnem semanalmente em igrejas ou nas suas casas, para discutir as leituras de domingo, ajudarem-se uns aos outros a manterem-se unidos na vida e na fé, e ajudarem os irmãos e irmãs mais necessitados.” O problema é que atraem apenas pais e mães, não os filhos.

Para ir ao encontro dos jovens, a Igreja nigeriana criou então outras unidades, que incorporam rituais como “milagres, curas e interpretação das línguas”, designadamente, a National Association of Catholic Corps Members, a Nigeria Federation of Catholic Students, o Catholic Charismatic Renewal of Nigeria e o Catholic Biblical Movement of Nigeria.

A cientista política canadiana Ruth Marshall, estudiosa das religiões na Nigéria, citada pelo jornal The New York Times, constata outro fenómeno: o crescente número de igrejas evangélicas que locais que deixam o “Gigante de África” para se instalarem noutras regiões do mundo. Uma delas, a Redeemed Christian Church of God – com mais de 600 mil membros – “conseguiu construir uma cidade com dinheiro nigeriano”.

Esta evolução religiosa, constata o NYT, “tem consequências políticas: “num país onde as eleições presidenciais requerem dois terços dos votos, nenhum candidato pode ser eleito apenas com o apoio de cristãos ou muçulmanos”. Muhammad Buhari, o presidente, muçulmano do Norte, agora reeleito para um segundo mandato, escolheu para vice-presidente Yemi Osinbajo, um pastor evangélico do Sul de maioria cristã.

Até 2050, a população da Nigéria, cada vez mais jovem, deverá aumentar dos 180 milhões para mais de 300 milhões, o que constitui um grande desafio para os políticos nacionais
© AP

“Superpotência sem poder”

É assim que a BBC descreve a Nigéria, um país onde “mais de metade dos 190,9 milhões de habitantes vivem em pobreza absoluta e 60% da população urbana não consegue comprar uma casa.” Mas se esta é uma face sombria do “Gigante de África”, há outros rostos que o iluminam.

Chinua Achebe (1930-2013), “pai da literatura africana”, romancista, ensaísta, crítico e académico, autor de livros fundamentais como Quando Tudo se Desmorona, o primeiro, publicado em 1958. Traduzido para 50 línguas, vendeu mais de oito milhões de exemplares.

Wole Soyinka, dramaturgo, 84 anos, o primeiro africano a ganhar o Prémio Nobel da Literatura, em 1986.

Ben Okri, poeta e romancista, 59 anos, vencedor do Booker Prize em 199, com The Famished Road.

Chimamanda Ngozi Adichie, 41 anos, activista e autora, entre outros, do manifesto Todos Devemos Ser Feministas. (Na foto)

Fela Kuti (1938-1998), pioneiro do Afrobeat, género musical que funde ritmos tradicionais como o funk e o jazz. O seu sucessor é o filho mais velho Femi Kuti, e os dois inspiraram certamente a nova “mistura de hip-hop, R&B, dancehall e house” que é o Afrobeats (com “s”), agora celebrizado por artistas com Wizkid, Davido, Tiwa Savage ou Jidenna, premiados por todo o mundo.

Genevieve Nnaji, 39 anos, actriz, argumentista, produtora e realizadora. Começou a carreira aos 8 numa série televisiva nigeriana e hoje é uma diva de Nollywood, a florescente indústria cinematográfica.

Idayat Hassan, directora em Abuja, do Center for Democracy and Development

Jideofor Adibe, cientista político, académico, editor e um dos observadores das eleições gerais de Março

Este artigo foi publicado originalmente na revista ALÉM-MAR, edição de Abril 2019 | This article was originally published in the Portuguese news magazine ALÉM-MAR, March 2019 edition

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