Marine Le Pen: (S)em nome do pai

Antes do Brexit e das eleições nos Estados Unidos, ninguém imaginaria que “a filha do Demónio” pudesse levar a extrema-direita ao poder em França. Mas a líder da Frente Nacional derrotou vários adversários e ficou em segundo lugar na primeira volta das presidenciais, a 22 de Abril. [Perdeu a derradeira corrida, a 7 de Maio]. Se chegasse ao Eliseu, dizem os críticos, “seria pior do que Donald Trump”. (Ler mais | Read more…)

Marine concorreu às presidenciais em 2017 sem o apelido Le Pen, o nome ou o símbolo da sua Frente Nacional (FN). Conseguiu 11 milhões de votos, mas 35% foram insuficientes para que chegasse ao Palácio do Eliseu. Emmanuel Macron, o rival centrista, venceu com 65%
© Michael Probst | Associated Press

A política não seria o destino de Marion-Anne-Perrine Le Pen, nascida a 5 de Agosto de 1968, na maternidade privada de Ambroise-Paré, em Neuilly-sur-Seine, região de Paris. Foi apenas aos oito anos que a política entrou na sua vida, da “forma mais cruel e brutal”, quando cinco quilos de dinamite destruíram o edifício onde vivia com os pais e as duas irmãs.

Nunca apanharam ou condenaram o(s) culpado(s). Ninguém se mostrou solidário com a família. O alvo do ataque era o pai, Jean-Marie Le Pen, criador da Frente Nacional (FN), de extrema-direita, amaldiçoado como o “Diabo da República”.

Terá sido, a partir deste momento, que Marine – nome inspirado nos seus olhos azuis e o único, sem apelido, com que se apresenta às presidenciais em 22 de abril – começou a construir uma visão do mundo “conspirativa e apocalíptica”.

O atentado, na madrugada de 2 de Novembro de 1976, destruiu 12 apartamentos do imóvel de cinco andares. Os Le Pen viviam no 4.º piso. Sobreviver foi como milagre. “A partir daquele momento, deixei de ser uma menina como as outras”, escreveu Marine Le Pen numa de duas autobiografias, À contre flots. “Descobri que o meu pai pode morrer e, pior ainda, que o querem matar. (…) Foi na idade das bonecas que tomei consciência de uma coisa, para mim, terrível e incompreensível: nós não somos tratados de forma igual aos outros.”

Jean-Marie Le Pen brinca com Marine no apartamento parisiense da família, em 1974. A seu lado, a primeira mulher, Pierrette, e as outras duas filhas do casal: Marie-Caroline (esq.) e Yann
© Le Figaro

O apartamento dos Le Pen, Villa Poirier, Paris, depois de um ataque em 1976: foi um acontecimento traumático para a família, quatro anos após a fundação da Frente Nacional, em 1972
© Getty Images

É natural que Marine só tenha despertado para o “político” Jean-Marie Le Pen após a explosão cujos danos foram comparados aos de “um bombardeamento”. O bretão nativo do golfo de Morbihan, filho de um pescador e de uma costureira, não era um pai presente. Ocupava dias e noites em reuniões partidárias, em “festas boémias” e a dirigir a sua editora discográfica (Serp, especializada em “discursos de ditadores, hinos de guerra e marchas militares”). A mãe, Pierrette Lalanne, enjeitou ser fada de um lar que “às vezes se parecia com Woodstock”.

As filhas – Marie-Caroline, Yann [nome masculino porque o pai queria um rapaz] e Marine – passavam a maior parte do tempo sozinhas. Em 1984, quando Maman est partie, para viver com um jornalista convidado pelo marido a escrever a sua biografia, foi um vexame para o “clã” Le Pen. Sobretudo para Marine, que tinha 16 anos e carregava, mais do que as irmãs, a cruz de ser “a filha do Diabo”.

O divórcio foi venenoso. Sobre a mãe, disse o pai à Playboy, em 1987: “Se ela precisa de dinheiro, que vá trabalhar (…), até como empregada doméstica, que não é uma desonra.” A mãe respondeu posando como playmate. Na capa da revista, o título provocador: Madame Le Pen nue fait le ménage. Para Marine, “foi um acto de violência psicológica”.

A traição de Pierrette seria a primeira, mas não a última. Marie-Caroline, que le père preparava para ser herdeira política, abandonou-o quando Bruno Mégret causou a primeira cisão na FN, em 1998. Marine expulsá-lo-ia em 2015.

Marion/Marine junto do pai, Jean-Marie, em 1976, o ano do ataque à casa da família em em Paris. A Frente Nacional tinha sido fundada em 1972
©/cache.20minutes.fr

As irmãs de Marine: à esquerda, Marie-Caroline; à direita, Yann, nome masculino porque o pai queria um rapaz. Yann é mãe de Marion Maréchal-Le Pen, neta predilecta de Jean-Marie, considerada rival da tia  e potencial líder da FN
© Getty Images

Jean-Marie perdoou apenas Pierrette, acolhida num anexo de Montretout, mansão do século XIX herdada de Hubert Lambert, magnata da indústria do cimento que lhe legou a fortuna convicto de que o beneficiário iria restaurar a monarquia. Maine não viu a mãe durante 15 anos. Em 1985, ela e as irmãs ficaram entregues a uma governanta, quando o pai se mudou com a segunda mulher, Jany Paschos, para outra residência em Paris, relatam David Doucet e Mathieu Dejean em La politique malgré elle – La jeunesse cachée de Marine Le Pen.

Em 1986, com “vocação para advogada”, Marine inscreveu-se na faculdade de Panthéon-Assas. Concluído um mestrado, foi trabalhar para a firma de Georges-Paul Wagner, ex-deputado da FN e o único que a aceitou como estagiária (após um telefonema do pai). Defendeu casos diversos: divórcios, despedimentos, injúrias, difamações, violações… Um dos mais mediáticos envolveu, em 1992, o imigrante ilegal argelino Nour-Eddine Hamidi, várias vezes detido e deportado. Exigiu para o cliente “reintegração da sua nacionalidade francesa”. Perdeu a causa.

Se a defesa de clandestinos, contra os quais tem feito campanha – e Hamidi não foi o único –, surpreendia acusadores e juízes, as “noites loucas” da filha do guru da extrema-direita também espantavam. Aos 22 anos, ela adorava as pistas de dança, onde se cruzava com celebridades, embriagava e fumava compulsivamente maços de Gauloises. Era conhecida como la night-clubbeuse, adiantam os biógrafos Doucet e Dejean.

Foi num clube de fama libertina, “L’Aventure”, que Marine conheceu o primeiro marido, Franck Chauffroy. Casaram-se em 1995 e divorciaram-se em 2000. O empresário que trabalhara para a FN é o pai dos seus três filhos, Jehanne (1998), assim chamada em homenagem a Joana d’Arc, heroína do partido, e os gémeos Louis e Mathilde (1999).

Em 1997, com escassez de clientes e dinheiro, Marine aceitou o convite do cunhado Samuel Maréchal, (ex-)marido de Yann e líder da Frente Nacional da Juventude, para ser diretora jurídica do partido. Estava aberto o caminho para o trono do pai. Chegou à liderança em 2011, prometendo a dédiabolisation de um partido contaminado pelo antissemitismo, racismo e neofascismo das suas diversas tendências.

O antigo pára-quedista da Legião Estrangeira para quem as câmaras de gás no Holocausto foram “um detalhe da História”, arrependeu-se de ter apoiado a filha contra o delfim, Bruno Gollnisch. Em 2015, foi banido da direção. Restou-lhe o título de “presidente honorário”.

Florian Philippot, orgulhoso gaullista e gay de 35 anos, foi o estratega da campanha presidencial de Marine. O fundador da FN odeia-o e muitos no partido responsabilizam-no pela derrota
© Direitos Reservados | All Rights Reserved

Marion Maréchal-Le Pen (à direita) anunciou uma pausa na sua carreira política, dois dias depois da derrota presidencial da tia. Era a mais jovem deputada da Assembleia Nacional Francesa e conselheira regional em Provence-Alpes-Côte d’Azur. Viam-na como rival e potencial sucessora de Marine na liderança da FN
© Anne- Christine Poujoulat | AFP | Getty

Um dos estrategas da ascensão de Marine é Florian Philippot, orgulhoso gaullista e gay de 35 anos, que ajudou a recuperar militantes que saíram com Mégret (como a irmã Marie-Caroline e o marido desta, Philippe Olivier) e a recrutar votantes que outrora repeliam a FN mas hoje se sentem atraídos pelo slogan “nem esquerda nem direita”. [Após a derrota de Marine na segunda volta presidencial, o muito contestado Philippot fundou Les Patriotes (Os Patriotas), “associação” nacionalista de direita. Para “ajudar à refundação” da FN, justificou, não para consumar as “dissensões internas”, visíveis nas legislativas de Junho.]

Mas será que houve mesmo uma ruptura clara na ideologia da FN? O filósofo francês Michel Eltchaninoff, autor de Dans la tête de Marine Le Pen, admite que a filha de Jean-Marie “impulsionou mudanças significativas” – sendo “a mais extraordinária” a rejeição do antissemitismo. “Ela quer afastar-se dos momentos históricos e traumáticos na memória da extrema-direita francesa: os anos 1930 e as suas linhas antirrepublicanas, a II Guerra Mundial e o colaboracionismo [do regime de Vichy], a guerra da Indochina, a guerra da Argélia.”

Marine distanciou-se também dos outrora influentes católicos tradicionalistas. Já não milita contra o aborto, o sexo antes do casamento ou a homossexualidade – bandeiras que são hoje da sua sobrinha Marion Maréchal-Le Pen, 28 anos, a mais jovem deputada na Assembleia Nacional.

A ultraconservadora filha de Yann tem sido olhada como potencial sucessora da tia se esta sofrer um desaire eleitoral. [Por isso, foi surpreendente, de certa maneira, que tenha saído de cena, invocando “razões políticas e pessoais”, dois dias depois de Marine não ter conseguido derrotar Emmanuel Macron na segunda volta das presidenciais, a 7 de Maio.]

Marine rompeu, igualmente, com “a tradição viril e marital do chefe”. Duas vezes divorciada e a viver em união de facto com Louis Aliot, vice-presidente da FN, é uma mulher moderna que cria sozinha três filhos. “Não se dirige apenas como general às tropas obedientes, mas como vítima dos efeitos do mondialisme”, a globalização o ultraliberalismo que define como “invisíveis totalitarismos”. Nas presidenciais de 2012, cativou mais de 2 milhões de mulheres, prometendo-lhes emprego e segurança”.

Marine e Jean-Marie Le Pen à saída de uma cabine de voto, nas eleições para o Parlamento Europeu em 2004. Ela prometeu “desdiabolizar” a FN e “impulsionou mudanças significativas” – sendo “a mais extraordinária” a rejeição do antissemitismo, mas de resto segue o pai em tudo: lei e ordem, identidade e imigração, educação e valores morais
© Jacques Brinon | AP

Jean-Marie Le Pen felicita a filha depois da primeira volta das presidenciais de 2012 – obteve então 17,9% dos votos  Ela expulsaria o pai da direcção da FN em 2015. Um tribunal reconheceu-lhe o direito de ser, pelo menos, “presidente honorário”
© Jean-Louis Reichmann | ABACA

O feminismo é um tema que a FN raramente explorava. Ao reivindicá-lo, Marine define-se como “realista” para quem os grandes combates feministas dos anos 1960-70 já não têm razão de ser. Recusa a “grotesca teoria do género” e celebra “uma amálgama” de heroínas. Coloca no mesmo panteão, por exemplo, Olympe de Gouges, opositora do casamento religioso e condenada à guilhotina em 1873, e Santa Genoveva, a católica padroeira de Paris.

A académica Cécile Alduy, autora de dois livros onde analisa “mais de 2,5 milhões de palavras” de seis políticos franceses (Ce qu’ils disent vraiment e Marine Le Pen prise aux mots: Décryptage du nouveau discours frontiste), concorda que a líder da FN usa o feminismo – e a laicidade – não apenas para se distinguir de um partido falocrata mas, sobretudo, como arma de guerra contra a islamização.

“Marine apoderou-se da laicidade e do feminismo para se apresentar como principal defensora dos direitos das mulheres contra a suposta misoginia de muçulmanos e imigrantes do Norte de África e do Médio Oriente”, diz-me, por e-mail, Cécile Alduy, professora de Cultura e Política francesa contemporânea na universidade americana de Stanford.

“A marca de feminismo que ela brande tem como único objetivo vilipendiar o Islão e conquistar simpatias de um eleitorado feminino que costumava ser alérgico à FN dirigida por Jean-Marie Le Pen.”

Se a “viragem definitiva da página do antissemitismo marca uma grande diferença ideológica” na FN de Marine, anotou Alduy, em termos de programa político, “ela segue a visão do pai em tudo: lei e ordem, identidade nacional e imigração, educação e valores morais”

“Ao invocar “‘o povo’, de um modo ambíguo”, observou a académica Cécile Alduy, “Marine Le Pen procura cativar as classes mais baixas anti-Europa e anti-imigração, os operários, os empregados menos qualificados e mais mal pagos na indústria, a ‘França periférica’ (população nas pequenas aldeias onde há cada vez menos serviços do Estado) e o mundo rural
© Richard Bouhet | AFP

Por outro lado, “o seu discurso não difere muito, na forma, do dos adversários. Recorre, como eles, a uma linguagem tecnocrática, generalista e abstrata.” Marine e Jean-Luc Mélenchon, o candidato da extrema-esquerda, “partilham uma retórica antieuropeia comum que usa os mesmos neologismos depreciativos (‘eurobeatos’ ou ‘casta’). São também os dois políticos que mais usam a palavra-chave ‘soberania’ e competem pela exclusividade da expressão ‘o povo’.”

“Ao invocar ‘o povo’, de um modo ambíguo”, observou a académica francesa, “Marine procura cativar as classes mais baixas anti-Europa e anti-imigração, os operários, os empregados menos qualificados e mais mal pagos na indústria, a ‘França periférica’ (população nas pequenas aldeias onde há cada vez menos serviços do Estado) e o mundo rural.”

“Para ela, le peuple é os pobres e, simultaneamente, um grupo cultural e etnicamente específico, francês ou de origem francesa, fiel a valores cristãos.” Em termos económicos, “o seu programa é um pot-pourri eclético de medidas da esquerda (reforma aos 60, manutenção das 35 horas de trabalho semanais…) e de direita (deduções fiscais para pequenas empresas…)”.

Que Marine Le Pen perderia, à segunda volta “contra qualquer outro candidato”, era a convicção do cientista político francês-americano Arun Kapil. “Ela é populista, mas não é popular”, disse-me, numa entrevista por Skype. “Segundo o IPSOS, o mais antigo e credível barómetro político, os que não gostam dela chegam aos 75%, percentagem semelhante aos que detestam a FN. É uma rejeição esmagadora e constante.”

Marine recebe o “apoio insólito” de responsáveis muçulmanos da região francesa de Mayotte. Ela “apoderou-se da laicidade e do feminismo para se apresentar como principal defensora dos direitos das mulheres contra a suposta misoginia de muçulmanos e imigrantes do Norte de África e do Médio Oriente”, diz Cécile Alduy, professora de Cultura e Política francesa contemporânea na universidade americana de Stanford. “A sua marca de feminismo tem como único objetivo vilipendiar o Islão”
© David Lemor | AFP

“Na primeira volta das eleições regionais em 2015, após os atentados de Novembro, a FN conquistou 28% dos votos – algo sem precedentes”, lembrou Kapil. “Na segunda volta, porém, ainda que tenha registado uma subida de 3%, a maioria dos eleitores rejeitou a Frente, que não conseguiu ganhar nenhuma região.”

O que também impede a FN de ser um partido mainstream é não ter parceiros, e em França não se pode governar sem aliados”, sublinhou o professor da Universidade Católica em Paris. “Mesmo que Marine ganhe a presidência, será muito difícil à FN vencer as legislativas em 11 e 18 de Junho. Como governar sem maioria na Assembleia Nacional, sendo que um dos seus primeiros actos será designar um primeiro-ministro?”

A realidade é que os tempos “são conturbados” e depois de “acidentes eleitorais”, como o Brexit e a eleição de Donald Trump, Kapil não excluía [quando este artigo foi publicado] uma vitória de Marine. “Se ela ganhar, é possível uma certa dinâmica a seu favor, mas isso acarreta o perigo de uma fragmentação dos partidos. Se houver muitos candidatos divididos, a FN poderá formar um bloco na Assembleia sem precisar de uma maioria. Isso seria um duro golpe para a direita tradicional. Temo que cause a desintegração do Partido Republicano. Este é um cenário de pesadelo.”

“Marine e Trump têm uma retórica que assenta nos mesmos medos – mas ela é mais perigosa do que ele”, conclui o autor do influente blogue Arun With a View. “Porque em França o presidente tem mais poderes do que nos EUA. Hoje, se a América e a França estão em maus lençóis, deve-se à natureza das suas instituições. Há muitas semelhanças entre o Partido Republicano nos EUA e a FN: ódio às elites, não económicas, mas culturais e intelectuais. Na América, assistimos a uma espécie de revivalismo da contestação social e resistência, mas em França sinto que a esquerda está exausta, não apenas dividida. Marine será uma catástrofe. Será um Trump menos doido mas mais eficaz.”

[A 7 de Maio, Marine Le Pen sofreu uma pesada derrota: obteve 35% dos votos contra 65% do candidato do movimento centrista En Marche! (Em Marcha). Em Junho, para prevenir um fiasco nas legislativas , a filha de Jean-Marie  abandonou uma das bandeiras da sua campanha: o Frexit, ou a saída da UE e do euro. O chefe da sua estratégia económica, Bernard Monot, explicou: “Tomámos nota do que os franceses nos disseram.”  A inesperada marcha atrás não travou o desaire: a FN ganhou apenas oito (entre eles o de Marine) dos 577 lugares na Assembleia Nacional, perdendo as esperanças de ser o maior partido de oposição ao República em Marcha/REM, de Macron. A FN poderá mudar de nome, como deseja a sua presidente, no congresso previsto para “Janeiro ou Março de 2018”.]

Manifesto eleitoral

© Getty Images

*UE, NATO e Rússia

Referendo sobre a saída da zona euro e reintrodução do franco, se falharem negociações com a UE sobre os tratados europeus. Retirar a França do Comando Integrado da NATO. Melhores relações com a Rússia de Putin.

*Imigração

Limitar os “fluxos migratórios” de 40 mil para 10 mil por ano, dificultando o acesso ao asilo, à educação gratuita e ao emprego.

*Laicidade

Registar na Constituição o princípio de “uma República que não reconhece comunidades”, restringindo sinais religiosos ostensivos à esfera privada.

*Segurança

Repor controlos nas fronteiras. Recrutar mais 15 mil polícias e 6000 agentes alfandegários. Prisão perpétua (mas já não o restabelecimento da pena de morte) para os crimes mais graves. Expulsão automática de delinquentes estrangeiros e proibição de reentrada no país de jihadistas com dupla nacionalidade.

© Direitos Reservados | All Rights Reserved

Este artigo, agora actualizado e com um título diferente, foi publicado originalmente na revista MÁXIMA, edição de Abril 2017 | This article, now updated and under a different title, was originally published in the Portuguese magazine MÁXIMA, April 2017 edition

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