Ara Güler: O “Ístanbullu” que fotografou o mundo

Um novo livro dedicado à obra de um dos maiores fotojornalistas, com prefácio do Nobel da Literatura Orhan Pamuk, acaba de ser publicado. No café que era a farmácia do seu pai e tem o seu nome, em Istambul, o arménio “orgulhosamente turco” passa em revista mais de meio século de carreira. (Ler mais | Read More…)

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Sempre que olha para uma das mais famosas fotografias de Ara Güler, a do eléctrico número 26, que ligava Edirnekap a Bahçekapi, parado num dia de neve, em 1956, à espera que o condutor de uma carroça puxada por um cavalo a retirasse dos carris, o escritor turco Orhan Pamuk visualiza a “alma de Istambul”. É uma imagem onde “colidem modernidade e tradição; ideais de disciplina e autoridade com o desamparo desordenado da pobreza e inadequação tecnológica”.

Estas palavras do Prémio Nobel da Literatura 2006 constam do prefácio do mais recente livro (Ara Güler’s Istanbul, Ed.Thames & Hudson) dedicado ao fotojornalista que o francês Henri-Cartier Bresson levou para a agência Magnum, em 1956, e rapidamente se tornou num dos melhores do mundo.

Em 184 páginas e 153 fotos a preto e branco, são evocadas as muitas vidas da capital cultural da Turquia, entre os anos 1940 e 1980. Uma “memória visual” que, confessa Pamuk, o faz querer escrever de novo sobre a cidade da sua infância.

A luz e a penumbra das imagens do Ístanbullu (natural de Istambul) Güler acompanham-nos numa terça-feira de Janeiro, na subida de uma colina íngreme que conduz à Praça de Galatasaray, em Beyoğlu. Aqui se “esconde” o café, antiga farmácia do pai, onde o mestre de 84 anos se senta todas as tardes, acompanhado do motorista e assistente pessoal, Fathi Aslan, de 45.

Ao atravessar a Ponte de Gálata ainda vemos dezenas de pescadores sustendo linhas em azáfama competição, para lazer e sobreviver; ferries fumegantes que deslizam pelo Bósforo, transportando gentes locais e/ou turistas; o fausto de antigos edifícios da Sublime Porta e a decrepitude de casas ocupadas pela miséria; ruas estreitas e largas, onde religioso e profano se cruzam, com salões onde dervixes sufis rodopiam longas vestes brancas e outros onde jovens dançam o ventre quase despidas; vistosos consulados que foram embaixadas, museus evocativos do Império Otomano e galerias de arte contemporânea…. Vemos, acima de tudo, os múltiplos rostos de Istambul: o que de mais importante, realça Pamuk, tem sido captado pelas quase 50 câmaras (16 são Leica) de Ara Güler.

O Kafe Ara situa-se num escaninho de Beyoğlu – “um lugar onde se pode observar sem ser observado”, perfeito para fotojornalistas como Güler, que aqui tem o que ele, modestamente, descreve como “arquivo”, três andares com “mais de 2 milhões de negativos e transparências, só de Istambul”. A sua casa fica em Taksim, também considerada parte do “coração europeu” da antiga Constantinopla de Bizâncio.

À chegada ao café-resturante que outros gerem como um imperdível ponto de encontro de nacionais e estrangeiros, como é que se entrevista um homem que não gosta de ser entrevistado e que entrevistou famosos como Winston Churchill, Bertrand Russell, Tennessee Williams, Alfred Hitchcock, Marc Chagall, Salvador Dalí ou Pablo Picasso?

Ao fim de quatro horas de espera, ei-lo que surge, o corpo curvado e agasalhado por um casaco grosso, camisa, camisola e colete, calças de bombazine, da cor do bolo de chocolate que acrescentou fama ao café, e um barrete de lã preto tipicamente turco.

Fathi encaminha-o para uma mesa onde um repórter arménio já o esperava. Dá-nos a primazia, e o modo como nos fita lembra a palavra árabe hüzün que Pamuk usou para descrever a sua “melancolia particular”, na autobiografia Istambul: Memórias de uma Cidade (Ed. Presença).

Istambul, 1956 (Cortesia de | Courtsey of Ara Güler) O ferry está a partir de Kandilli no Bósforo. Em Julho de 1994, escrevi um poema para a primeira edição do meu livro Memories of Old Istanbul e gostei muto desse poema. Por isso [esta fotografia não foi incluída no livro Ara Güler’s Istanbul], repito aqui o poema para exprimir o mesmo amor do mesmo modo… And... on one day or another in a beautiful sunset, the boat sailed, on the Bosphorus of old Istanbul.

Istambul, 1956 (Cortesia de | Courtesy of © Ara Güler)
O ferry está a partir de Kandilli no Bósforo. Em Julho de 1994, escrevi um poema para a primeira edição do meu livro Memories of Old Istanbul e gostei muto desse poema. Por isso [esta fotografia não foi incluída no livro Ara Güler’s Istanbul], repito aqui o poema para exprimir o mesmo amor do mesmo modo…
And…
on one day or another
in a beautiful sunset,
the boat sailed, on the Bosphorus
of old Istanbul.

A maioria dos seus admiradores insiste em venerá-lo como um “artista”, mas Güler nem nos deixa completar a pergunta: “Não sou ninguém”, interrompe, entre o sério e o divertido. “O meu pai deu-me uma câmara, e eu fui fotografar o mundo.”

“Estive 33 vezes na Índia – o paraíso da fotografia, pela diversidade de cores, vinha de lá com 400-500 rolos; na Birmânia, no Japão [é evidente a sua paixão assumida pelo Extremo Oriente], na Indonésia – sabe quantas ilhas existem aqui? Mais de 160 mil e em locais remotos. Uma vida inteira não seria suficiente para visitar uma por dia. Estive em toda a parte, excepto no Pólo Norte e no Pólo Sul.”

Por que é que ele não gosta de entrevistas – dar e fazer? “Tenho de gostar das pessoas ou ser amiga delas. Se eu mostrar entusiasmo e a outra pessoa o pressentir, então ela abre-se mais facilmente. Picasso, por exemplo, foi difícil aceder a ele.”

“Encontrámo-nos em Genebra. A editora Skira pediu-me que o fotografasse [para o livro Picasso: Metamorphose et Unité], por ocasião dos seus 90 anos [em 1972]. Ele não gostava de ser fotografado, mas deixou-me passar quatro dias na mansão dele, em Cannes, e tornámo-nos bons amigos.”

“Já no caso de Churchill”, revela, “conheci-o no iate de Aristotle Onassis que me convidou a ir ter com ele; fui, como fotojornalista, embora fosse amigo [do armador e milionário grego], e mais tarde, acabei por mostrar Istambul” ao então ex-primeiro-ministro britânico, em 1958.”

Chagall também foi um desafio: encontraram-se numa casa sem nenhum dos seus quadros: “Uma parede branca e um vaso com uma planta; tivemos de sair para o fotografar nas escadas.”

Ara Güler lamenta não ter fotografado três dos seus maiores ídolos, porque “eles ensinaram-nos a olhar a vida, deram-nos uma visão”: Charlie Chaplin; Jean-Paul Sartre e Albert Einstein.

Também se entristece quando se recorda de como está a “perder Istambul”. E vai desfiando a amargura: “Já não há barcos como antigamente, os cavalos deixaram de ser meio de transporte; os carros obrigaram a demolição de espaços únicos que hoje são parques de estacionamento; velhas casas de madeira foram queimadas e demolidas; cemitérios e igrejas desapareceram; havia bairros com talhantes, merceeiros e ferreiros.”

“Agora, nada é natural é só metal e cimento armado. Sem as minhas fotos, ninguém se lembraria do passado. A cidade muda, as pessoas mudam, as ideias mudam. Eu sou testemunha.”

Ara Güler, venerado como “O Olho de Istambul”, nasceu em 1928, em Beyoğlu. O seu sonho de infância era ser realizador de cinema, e ele admite que esta forma de arte e também o teatro influenciaram o modo como fotografa, sobretudo “as expressões faciais” e “os planos”.

Mas ele distingue-se: “Ando por aí, vejo um cenário interessante e espero que alguém apareça. Primo o botão da câmara e mostro a realidade. Isto é fotografia! É muito importante e difícil fotografar porque vamos determinar um pedaço da realidade e fixá-lo para a eternidade.”

“No cinema, há toda uma encenação. O actor more em palco, mas é mentira. Não tiro fotografias para as pessoas olharem e ficarem impressionadas. Fotografo o que vejo; uns são capazes de ver e outros não.”

Istambul, 1956 (Cortesia de | Courtesy of Ara Güler) Nessa manhã começou subitamente a nevar. Eu trabalhava na revista Hayat. Era a primeira neve da estação. O chefe de redacção disse: ‘Seria bom ter uma fotografia de neve em Istambul.” Peguei na minha câmara e desci a colina de Sirkeci. Uma fotografia de neve, mas de quê? Apanhei um eléctrico, abri uma janela nas traseiras e comecei à procura de alguma coisa. Pensei que tinha de haver alguma coisa em redor de Sultanahmet, quando reparei num homem a puxar uma carroça com um cavalo, enquanto o eléctrico se aproximava. Foi assim que tirei esta fotografia – talvez uma das melhores da minha colecção. Infelizmente, o negativo ficou sujo e, quando o tentava limpar, desintegrou-se com a solução de limpeza. Já não existe um negativo para esta fotografia.

Istambul, 1956 (Cortesia de | Courtesy of © Ara Güler)
Nessa manhã começou subitamente a nevar. Eu trabalhava na revista Hayat. Era a primeira neve da estação. O chefe de redacção disse: ‘Seria bom ter uma fotografia de neve em Istambul.” Peguei na minha câmara e desci a colina de Sirkeci. Uma fotografia de neve, mas de quê? Apanhei um eléctrico, abri uma janela nas traseiras e comecei à procura de alguma coisa. Pensei que tinha de haver alguma coisa em redor de Sultanahmet, quando reparei num homem a puxar uma carroça com um cavalo, enquanto o eléctrico se aproximava. Foi assim que tirei esta fotografia – talvez uma das melhores da minha colecção. Infelizmente, o negativo ficou sujo e, quando o tentava limpar, desintegrou-se com a solução de limpeza. Já não existe um negativo para esta fotografia.

Foi com uma câmara de 35mm oferecida pelo pai que nasceu a paixão pela fotografia. Em 1948, Güler já trabalhava para pequenos jornais de Istambul, aceitando todos os serviços, por mais aborrecidos ou perigosos que fossem: recorda, por exemplo, com um sorriso amplo, quando subia aos minaretes para fazer grandes planos. “De que outro modo poderia conseguir boas imagens?” Se o jornal se queixava que ele gastava demasiados rolos, ele pagava-os do seu próprio bolso – o bolso onde, tem admitido com candura, costumava guardar uma tesoura para “cortar os cabos dos flashes” dos colegas, quando eles chegavam primeiro do que ele aos locais da notícia.

O talento de Güler foi sendo reconhecido e, rapidamente, o contrataram para publicações de maior relevo, nacionais e internacionais, como Paris Match, Stern, Time-Life, Sunday Times e Newsweek. O grande salto na carreira aconteceu no início dos anos 1960, quando Jean-Cartier Bresson, “o pai do fotojornalismo moderno”, o convidou a juntar-se à Magnum. A fama não mais o abandonou.

As suas fotos estão expostas por vários países, desde os EUA, no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, até França, na Biblioteca Nacional de Paris. Em 1962 a Alemanha premiou-o com o título de Master of Leica (Mestre da Leica”). Em 1968, o British Journal of Photography Year Book aclamou Güler como “um dos sete melhores fotógrafos do mundo”.

Istambul,1957 (Cortesia de | Courtesy of Ara Güler) Dois marinheiros na margem, à entrada do Corno de Ouro [estuário no Bósforo], com [a mesquita de] Yeni Camii em fundo, quase bscurecida pelo fumo dos ferries; quem poderá adivinhar o tema da conversa de ambos? Multidões passam ao longo da velha ponte e dois pássaros sobrevoam o céu. Ainda que distantes, podemos ouvir o zumbido da cidade, os apitos dos barcos e as buzinadelas dos carros. Estes são os sons de Istambul, o som de um feitiço místico, que nos atrai e nela envolve; quem vive nesta cidade, ouvi-la-á sempre, porque estes são os seus sons.

Istambul, 1957 (Cortesia de | Courtesy of © Ara Güler)
Dois marinheiros na margem, à entrada do Corno de Ouro [estuário no Bósforo], com [a mesquita de] Yeni Camii em fundo, quase bscurecida pelo fumo dos ferries; quem poderá adivinhar o tema da conversa de ambos? Multidões passam ao longo da velha ponte e dois pássaros sobrevoam o céu. Ainda que distantes, podemos ouvir o zumbido da cidade, os apitos dos barcos e as buzinadelas dos carros. Estes são os sons de Istambul, o som de um feitiço místico, que nos atrai e nela envolve; quem vive nesta cidade, ouvi-la-á sempre, porque estes são os seus sons.

Apesar deste reconhecimento, nem todas as portas se abriram a Ara Güler. Um dia, ele contactou o editor de fotografia da National Geographic. “A primeira questão que me colocou foi: ‘Quanto tempo esteve na Mongólia?’ Quando lhe disse que foram 10 dias, respondeu: ‘Não vou aceitar a sua reportagem, nem vale a pena olhar para as fotos.’ Eu reagi. ‘O quê? Tenho mais de 1500 imagens, escrevi uma série de artigos; não tenho hipótese?’ E ele replicou: ‘Para se conhecer um país é preciso senti-lo, estar lá pelo menos três meses. Só publicamos esse tipo de reportagens na nossa revista.’”

Num livro homónimo com prefácio do amigo e colega Nezih Tavlas, o arménio “orgulhosamente turco” desabafa: “No nosso tempo, ser fotojornalista era tão importante como ser escritor. Hoje, já não é assim. O fotojornalismo está em perda. Todos são artistas livres. (…) O fotojornalista é alguém que vai atrás da bomba quando ela está prestes a explodir; corre para a morte e arrisca a vida. O fotojornalista escreve a história com a sua câmara.”

Em Lisboa, porém, quando veio para uma sessão de fotografias no museu de arte moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1969, Ara Güler não receia confessar que fugiu da morte. “Era uma encomenda da Skira, em Paris, e eu ia acompanhado de Yves Rivière, o principal editor. Ficámos no Hotel Ritz, e tudo parecia estar a correr bem.”

“No entanto, na nossa primeira noite, houve um potente tremor de terra [8,9 na escala de Richter, mais do que o do sismo e 1755, causou 12 mortes]. Chovia imenso e as ruas estavam cheias de pessoas, que corriam em roupa interior e descalças. A única pessoa que não acordou e continuou a dormir foi o meu amigo Rivière, mas a primeira coisa que eu fiz foi apanhar um avião de regresso a França. Yves ficou em Lisboa – obviamente que não teve medo.”

Ainda antes desta confidência, Güler já se mostrava fatigado: “Ando sempre numa roda-viva, nem tenho tempo para beijar a minha mulher.”

Posteriormente, por e-mail, esclareceu dúvidas através da sua amiga Fatma Artunkal, tradutora-intérprete que organizou em Portugal, em 1994, a exposição Duas Cidades-Dois Poetas, ou Istambul Lisboa; Yahya Kemal-Fernando Pessoa, usando fotografias de Ara. Ele não esteve presente, mas deu a sua opinião, sem modéstia: “Deve ter sido difícil encontrar palavras que combinassem bem com as minhas fotos de Istambul, já que elas contêm a sua própria poesia.”

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Sobre os momentos perigosos que enfrentou durante meio século de carreira, conta: “Lembro-me de dois incidentes. Um no Monte Ararat [na Turquia]. Tinha levado comigo um americano de Boston que queria ver a Arca de Noé. Formámos uma equipa com guardas armados e começámos a escalada. A certa altura, vimos um urso com os olhos postos em mim. Estava distante mas eu, estupidamente, apontei a arma ao animal.

Os locais tinham-me avisado para não disparar porque, se eu falhasse, obviamente que o urso ficava furioso e se vingaria. Não dei ouvidos aos conselhos porque me queria vangloriar quando voltasse a Istambul e abri fogo.”

“Falhei, o bicho ficou doido e começou a lançar enormes pedras contra nós. Sobrevivemos ao ataque, mas não sabíamos o que ainda nos esperava, porque, durante a noite, fomos acordados por um ruído intenso. O urso tinha mobilizado outros ursos para atacarem o nosso campo. Graças a Deus que ninguém ficou ferido – e nenhum urso foi abatido.”

Um outro “incidente” relatado por Güler ocorreu no Corno de África. “Fui enviado para reportar a guerra entre a Eritreia e a Etiópia”, conta, por intermédio de Fatma. “Colocaram-me num camião que seguiu para o deserto onde estavam os guerrilheiros. Viajámos durante a noite com helicópteros a sobrevoarem-nos a todo o momento.”

“Quando chegámos ao acampamento dos combatentes, na manhã seguinte, as pessoas saudaram-me com tanto entusiasmo que fiquei surpreendido, e até me senti honrado, mas depois veio a hora da verdade: não estavam contentes por me verem mas porque iriam receber armas pesadas que estavam no camião que me transportou. Percebi que escapei por pouco… se os helicópteros tivessem reconhecido o camião teriam disparado e, bum! Eu não estaria aqui.”

Mantendo o seu característico bom humor e aproveitando o esclarecimento das dúvidas por correio electrónico, Ara Güler fez questão de explicar melhor a sua rotina: “Não sou madrugador. Por volta do meio-dia, o meu motorista vem buscar-me e o dia começa. Tenho tantos afazeres, desde visitar centros de impressão, assinar autógrafos, dar entrevista na televisão… e depois, é claro, há o café onde estão sempre pessoas à minha espera para falar comigo.”

“Gosto muito de ir ao cinema e de jantar fora nos meus restaurantes favoritos junto ao Bósforo. Quanto a não ter tempo para beijar a minha mulher, não acreditem nisso – tenho sempre tempo para beijar a minha amada maravilhosa.”

Este é o homem que disse: “Eu e as minhas fotografias somos um pouco românticos. Não gosto de fotografar com luz normal, mas ao amanhecer ou ao anoitecer. Além disso, em cada imagem gosto de explicar alguma coisa – cada imagem tem de ter uma mensagem.” Nezih Tavlas, o colega e amigo, contextualiza: “Apesar de todo o seu romantismo, Ara Güler nunca se distancia do realismo, porque é um fotojornalista que escreve a história.”

Orhan Pamuk conclui: “Não consigo decidir se gosto tanto da Istambul de Güler porque essas imagens reproduzem de forma tão poderosa a minha cidade ou se foi através dessas imagens que eu aprendi a olhar para Istambul e a reconhecer a sua essência.”

Ara Güler's Istanbul, com prefácio de Orhan Pamuk, o escritor turco que ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 2006

Ara Güler’s Istanbul, com prefácio de Orhan Pamuk, o escritor turco que ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 2006

A jornalista agradece ao Sr. Rene Sommer a cortesia da última foto neste artigo e a preciosa colaboração de Fatma Artunkal que serviu de intermediária, numa troca de “e-mails”, a partir de Lisboa, com Ara Güler, para poder concluir a entrevista com o fotógrafo realizada no seu café em Istambul.

Ara Güler is a Turkish Armenian photojournalist, nicknamed "the Eye of Istanbul" or "the Photographer of Istanbul" Cortesia de | Courtesy of Rene Sommer Documentary Photography

Ara Güler, turco-arménio, é conhecido como The Eye of Istanbul ou “O Fotógrafo de Istambul”
Cortesia de | Courtesy of © Rene Sommer Documentary Photography

Este artigo foi publicado originalmente na revista LER, edição de Março de 2013 | This article was originally published in the Portuguese literary magazine LER, March 2013 edition

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